Desde que assumiu o governo, mais claramente no segundo mandato de Lula, o PT vem beneficiando algumas grandes empresas brasileiras na tentativa de formar "campeões nacionais" em diferentes setores da economia. Tais empresas são auxiliadas de diversas formas, que variam desde a participação do BNDES no seu capital até a presença do governo em algumas negociações estratégicas sempre com o intuito de beneficiar suas contempladas. O caso mais visível dessa estratégia petista é a JBS, ou a "Boibrás", como sabiamente a denominou o economista Rodrigo Constantino, mas isso é assunto suficiente para uma próxima postagem.
Ok, sei que pode ser teoria da conspiração, mas o fato é que os recentes acontecimentos envolvendo o Corinthians indicam que esse clube vem recebendo mais que uma pequena ajudinha do governo. A começar pela doação do Itaquerão, estádio que está em construção para a Copa de 2014 e custará aos cofres públicos quase R$ 1 bilhão e que, após o evento, será doado ao Corinthians. Veja bem: "doado" com o dinheiro do contribuinte brasileiro. O que dizer então do patrocínio da Caixa Econômica Federal de R$ 50 milhões anuais celebrado no mês passado com esse clube? O banco é estatal e, por assim o ser, deveria, se desejasse patrocinar o futebol brasileiro, escolher ao menos todos os clubes da Série A do campeonato para patrocinar. E por fim, notícia do Valor de hoje, aponta que algumas obras de infraestrutura da Copa foram canceladas e outras adicionadas e, por total coincidência, uma obra incluída é justamente no entorno do Itaquerão, orçada em R$ 317 milhões e sob o pressuposto de melhorar a infraestrutura. É claro que é preciso que isso seja feito, mas porque não o fazem também nas outras cidades sede da Copa?
Repito, não é minha vontade colocar em dúvida a instituição Corinthians e seus últimos títulos conquistados. Mas é no mínimo estranho os últimos acontecimentos, ainda mais levando em conta que o ex-presidente, mas ainda muito influente Lula é corinthiano declarado. Torço para que esses fatos sejam apenas coincidência, pois, se não o forem, o intervencionismo estatal e o capitalismo de compadres pode estar acabando com a "livre concorrência"nos gramados. Atentemos.


