Destruição do patrimônio público? Recursos estratégicos dos brasileiros na mão de empresas privadas com foco apenas no interesse próprio? Neoliberalismo imperialista? Essas foram algumas das frases mais proferidas pela esquerda brasileira durante o processo de privatização de algumas estatais na década de 90 e que mancharam a opinião pública acerca do tema. Aliás, privatização hoje virou um palavrão, evitado até por aqueles que a defendem. Mas será que essa venda das empresas estatais é realmente ruim para a população de um país?
O economista Rodrigo Constantino nesse excelente livro nos mostra que não. Na verdade, a privatização de algumas estatais durante o governo FHC foi muito benéfica e só contribuiu para melhorar a situação fiscal brasileira. O que falar da Vale e Embraer que, após a privatização, apresentaram taxas de crescimento expressivamente maiores e viraram cases de sucesso no mundo todo, gerando mais empregos e pagando mais impostos? E quanto à privatização do sistema Telebrás que enfim trouxe acesso ao telefone fixo e móvel a milhões de brasileiros? Aqueles que viveram antes desse movimento sabiam da dificuldade financeira de se ter um telefone em casa, que, às vezes, era até declarado no imposto de renda como patrimônio, coisa impensável nos dias de hoje.
O fato é que a privatização é sim uma saída eficiente para o desenvolvimento de um país. As estatais são, na grande maioria das vezes, empresas geridas de maneira ineficiente por políticos que focam apenas os resultados de curto prazo e que utilizam sua posição para a troca de favores e corrupção, como os casos relatados na mídia quase diariamente. É claro que existem pessoas com boa intenção nos quadros dessas estatais, mas é inegável afirmar que existe um grande incentivo para elas realizarem o seu trabalho sem muitos esforços. Isso ocorre porque homem é individualista por natureza e cuida melhor do que é patrimônio seu, ou seja, nos dedicamos mais quando o assunto envolve nosso patrimônio do que quando é relacionado ao dinheiro de terceiros.
A saída, portanto, é a privatização dessas estatais, para que possam concorrer em um ambiente de livre mercado, oferecendo sempre os melhores serviços e buscando sempre o progresso através da inovação. Já é hora do governo atentar para a concessão dos nossos aeroportos, portos, ferrovias e rodovias, já que a experiência nos mostra que a privatização desses locais traz melhores resultados e contribui para a melhora da tão contestada infraestrutura do Brasil. Enfim, o livro "Privatize Já" é um excelente fonte para acompanharmos e atentarmos sobre "o que não se vê". Vale a leitura!

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